quinta-feira, julho 21, 2005

Dogville

Lanço-vos um último desafio!
Foi a última coisa que a minha professora falou na nossa última aula antes de começar a tão esperada férias!
Qual foi o desafio?
Assistir "Dogville".
Adorei a sugestão, mesmo não tendo a mí­nima idéia do que o filme tratava. A princí­pio pensei num daqueles filmes infantis desenhado em programas 3D (mas daí não seria desafio... pois adoro, apesar da idade). De qualquer forma, adorei porque férias significava descanso e descanso significava videolocadora,... a princí­pio.
A capa do DVD me despertou curiosidade.

É um filme comum de uma mulher que vai se esconder num vilarejo fugindo de uns capangas... ehhhh, acho que vai ser legalzinho.
Chamei toda a famí­lia e quando começamos a assistir, o impacto
foi grande.
O QUE É ISSO ! ! ! ? ? ?
Um teatro filmado?
Só sei que a minha família começou a caçoar de mim: Que belo filme vc pegou heim? Vai ser todo deste jeito?
O fato era que o filme praticamente não tinha cenário! Foi filmado num galpão, onde as casas não tinham parede (apenas algumas, o suficiente) e não tinha porta e o chão era concreto, as flores e as plantações eram imaginárias. De iní­cio achei esquisito confesso, mas depois achei engraçado. Isto porque os atores se comportavam como se tudo tivesse realmente aí­. O cenário se resume a algumas paredes, porém a maioria era determinado por riscos no chão. Achei engraçado as escritas no chão: elas identificavam o cenário,... tipo na rua, estava escrito literalmente o nome da rua em
giz no chão. Ficavam escrito no chão também o canteiro onde tinha plantação de groselhas, ... até o único cachorro da vila (cujo o filme recebeu o nome) era representado pelo desenho de seu contorno no chão (como fazem os policiais para marcarem o local dos corpos das vítimas) identificado com a palavra "dog" ao seu lado. Apesar de ser apenas um desenho no chão, podia-se ouvir o cachorro latir. O restante era alguns móveis básicos e o jogo de iluminação que sabia muito bem separar os cenários, coisa que as paredes não deram conta de fazer.
Confesso que os primeiros 30 minutos são difí­ceis de se acostumar com essa falta de cenário. Meu pai foi fazer outra coisa e a minha irmã acabou dormindo. Mas eu realmente topei o desafio!

Porém com o passar do filme, a minha atenção era redobrada. A história era envolvente. Os atores eram extraordinários!
O narrador era extraordinário! Ele te induzia ver no cenário componentes que estavam faltando. Em uma parte do filme me peguei imaginando situações que o narrador falava, entretando não acontecia realmente: Ex. Numa parte, o narrador começou a falar que o personagem estava sob uma tempestade e o vento desequilibrava o personagem. Pois é, o ator agia como tal porém não tinha chuva e vento nenhum. Mas até eu descobrir que não tinha nenhum desses efeitos básicos do cinema, a cena já tinha se passado.

Com o progredir do filme, a falta de cenário não mais me incomodava, aliás, no fundo, acredito que o diretor fez questão de não colocá-lo porque a importância do filme não estava no cenário ou nos efeitos especiais milionários daqueles filmes de bilheteria. Percebi que o cenário do filme era o comportamento humano. Nada mais interessava, o resto era supérfluo. E esse jogo de genialidade nos fazia cada vez mais prender aos detalhes da fala e das atitudes dos atores. Quantos e quantos filmes já assisti que tinha um monte de efeitos computadorizados e no fim, o filme ficara uma porcaria! Acredito que isto deu um banho de água fria àqueles filmes norteamericanos totalmente chatos. (salvo Matrix, não vamos exagerar). Aliás, acho que o filme todo foi uma crí­tica aos estados unidos.

Já me prolonguei de mais! Sei que post muito longo afugenta os leitores, mais se tiverem paciência, mas acima de tudo curiosidade desta grande obra-prima, assista o filme e leia algumas das reportagens que achei na Internet.
São de mais!!!!

http://www.rabisco.com.br/34/dogville.htm
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Escultura
Ron Mueck, nascido em 1958 e associado à National Gallery londrina desde 1999, trabalhou por 20 anos... <leia mais! : 1 - 2>

Fotografia
João Miguel Lourenço <veja sua galeria>

Pintura
J. Enrique González <veja sua galeria>

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