Dogville
Lanço-vos um último desafio!
Foi a última coisa que a minha professora falou na nossa última aula antes de começar a tão esperada férias!
Qual foi o desafio?
Assistir "Dogville".
Adorei a sugestão, mesmo não tendo a mínima idéia do que o filme tratava. A princípio pensei num daqueles filmes infantis desenhado em programas 3D (mas daí não seria desafio... pois adoro, apesar da idade). De qualquer forma, adorei porque férias significava descanso e descanso significava videolocadora,... a princípio.
A capa do DVD me despertou curiosidade.

É um filme comum de uma mulher que vai se esconder num vilarejo fugindo de uns capangas... ehhhh, acho que vai ser legalzinho.
Chamei toda a família e quando começamos a assistir, o impacto
foi grande.
O QUE É ISSO ! ! ! ? ? ?
Um teatro filmado?
Só sei que a minha família começou a caçoar de mim: Que belo filme vc pegou heim? Vai ser todo deste jeito?
O fato era que o filme praticamente não tinha cenário! Foi filmado num galpão, onde as casas não tinham parede (apenas algumas, o suficiente) e não tinha porta e o chão era concreto, as flores e as plantações eram imaginárias. De início achei esquisito confesso, mas depois achei engraçado. Isto porque os atores se comportavam como se tudo tivesse realmente aí. O cenário se resume a algumas paredes, porém a maioria era determinado por riscos no chão. Achei engraçado as escritas no chão: elas identificavam o cenário,... tipo na rua, estava escrito literalmente o nome da rua em
giz no chão. Ficavam escrito no chão também o canteiro onde tinha plantação de groselhas, ... até o único cachorro da vila (cujo o filme recebeu o nome) era representado pelo desenho de seu contorno no chão (como fazem os policiais para marcarem o local dos corpos das vítimas) identificado com a palavra "dog" ao seu lado. Apesar de ser apenas um desenho no chão, podia-se ouvir o cachorro latir. O restante era alguns móveis básicos e o jogo de iluminação que sabia muito bem separar os cenários, coisa que as paredes não deram conta de fazer.
Confesso que os primeiros 30 minutos são difíceis de se acostumar com essa falta de cenário. Meu pai foi fazer outra coisa e a minha irmã acabou dormindo. Mas eu realmente topei o desafio!
Porém com o passar do filme, a minha atenção era redobrada. A história era envolvente. Os atores eram extraordinários!
O narrador era extraordinário! Ele te induzia ver no cenário componentes que estavam faltando. Em uma parte do filme me peguei imaginando situações que o narrador falava, entretando não acontecia realmente: Ex. Numa parte, o narrador começou a falar que o personagem estava sob uma tempestade e o vento desequilibrava o personagem. Pois é, o ator agia como tal porém não tinha chuva e vento nenhum. Mas até eu descobrir que não tinha nenhum desses efeitos básicos do cinema, a cena já tinha se passado.
Com o progredir do filme, a falta de cenário não mais me incomodava, aliás, no fundo, acredito que o diretor fez questão de não colocá-lo porque a importância do filme não estava no cenário ou nos efeitos especiais milionários daqueles filmes de bilheteria. Percebi que o cenário do filme era o comportamento humano. Nada mais interessava, o resto era supérfluo. E esse jogo de genialidade nos fazia cada vez mais prender aos detalhes da fala e das atitudes dos atores. Quantos e quantos filmes já assisti que tinha um monte de efeitos computadorizados e no fim, o filme ficara uma porcaria! Acredito que isto deu um banho de água fria àqueles filmes norteamericanos totalmente chatos. (salvo Matrix, não vamos exagerar). Aliás, acho que o filme todo foi uma crítica aos estados unidos.
Foi a última coisa que a minha professora falou na nossa última aula antes de começar a tão esperada férias!
Qual foi o desafio?
Assistir "Dogville".
Adorei a sugestão, mesmo não tendo a mínima idéia do que o filme tratava. A princípio pensei num daqueles filmes infantis desenhado em programas 3D (mas daí não seria desafio... pois adoro, apesar da idade). De qualquer forma, adorei porque férias significava descanso e descanso significava videolocadora,... a princípio.
A capa do DVD me despertou curiosidade.

É um filme comum de uma mulher que vai se esconder num vilarejo fugindo de uns capangas... ehhhh, acho que vai ser legalzinho.
Chamei toda a família e quando começamos a assistir, o impacto
foi grande.
O QUE É ISSO ! ! ! ? ? ?
Um teatro filmado?
Só sei que a minha família começou a caçoar de mim: Que belo filme vc pegou heim? Vai ser todo deste jeito?
O fato era que o filme praticamente não tinha cenário! Foi filmado num galpão, onde as casas não tinham parede (apenas algumas, o suficiente) e não tinha porta e o chão era concreto, as flores e as plantações eram imaginárias. De início achei esquisito confesso, mas depois achei engraçado. Isto porque os atores se comportavam como se tudo tivesse realmente aí. O cenário se resume a algumas paredes, porém a maioria era determinado por riscos no chão. Achei engraçado as escritas no chão: elas identificavam o cenário,... tipo na rua, estava escrito literalmente o nome da rua em
giz no chão. Ficavam escrito no chão também o canteiro onde tinha plantação de groselhas, ... até o único cachorro da vila (cujo o filme recebeu o nome) era representado pelo desenho de seu contorno no chão (como fazem os policiais para marcarem o local dos corpos das vítimas) identificado com a palavra "dog" ao seu lado. Apesar de ser apenas um desenho no chão, podia-se ouvir o cachorro latir. O restante era alguns móveis básicos e o jogo de iluminação que sabia muito bem separar os cenários, coisa que as paredes não deram conta de fazer.
Confesso que os primeiros 30 minutos são difíceis de se acostumar com essa falta de cenário. Meu pai foi fazer outra coisa e a minha irmã acabou dormindo. Mas eu realmente topei o desafio!Porém com o passar do filme, a minha atenção era redobrada. A história era envolvente. Os atores eram extraordinários!
O narrador era extraordinário! Ele te induzia ver no cenário componentes que estavam faltando. Em uma parte do filme me peguei imaginando situações que o narrador falava, entretando não acontecia realmente: Ex. Numa parte, o narrador começou a falar que o personagem estava sob uma tempestade e o vento desequilibrava o personagem. Pois é, o ator agia como tal porém não tinha chuva e vento nenhum. Mas até eu descobrir que não tinha nenhum desses efeitos básicos do cinema, a cena já tinha se passado.Com o progredir do filme, a falta de cenário não mais me incomodava, aliás, no fundo, acredito que o diretor fez questão de não colocá-lo porque a importância do filme não estava no cenário ou nos efeitos especiais milionários daqueles filmes de bilheteria. Percebi que o cenário do filme era o comportamento humano. Nada mais interessava, o resto era supérfluo. E esse jogo de genialidade nos fazia cada vez mais prender aos detalhes da fala e das atitudes dos atores. Quantos e quantos filmes já assisti que tinha um monte de efeitos computadorizados e no fim, o filme ficara uma porcaria! Acredito que isto deu um banho de água fria àqueles filmes norteamericanos totalmente chatos. (salvo Matrix, não vamos exagerar). Aliás, acho que o filme todo foi uma crítica aos estados unidos.
Já me prolonguei de mais! Sei que post muito longo afugenta os leitores, mais se tiverem paciência, mas acima de tudo curiosidade desta grande obra-prima, assista o filme e leia algumas das reportagens que achei na Internet.
São de mais!!!!
http://www.rabisco.com.br/34/dogville.htm



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